Meu coração queima quando te vejo, quando te escuto cantar
Meus sentidos adormecem quando toca as notas da tua vida
Você meu amor, tem a face do amanhecer
Você tem a face de todas as cores que Deus colocou na terra
Tua voz é como anjos que me embalam em amor
E esse tempo todo, tu foi mais que músico, foi mais que um homem
Nesse tempo todo tu foi a face de Deus e dos meus sonhos
Embora muitos não acreditem, eu escrevo o que eu quero que fique em mim
E por toda a minha vida o que ficou foi sempre a tua voz
24/11/2011
15/11/2011
Insurgência
enquanto nesses fatos e fotos
a insurgência me faz ver que nada sei
e compartilhando a imensidão desse nada
a invasão vai mesmo sem acontecer
e sem querer a vida vai
e volta
e passa
e se torna insurgente, com infinitas possibilidades
e possibilidades compartilhadas
E no fim que não teve fim e só esse mal sim
foi-se o tempo do meio, do pode ser, que pode acontecer
a insurgência me faz ver que nada sei
e compartilhando a imensidão desse nada
a invasão vai mesmo sem acontecer
e sem querer a vida vai
e volta
e passa
e se torna insurgente, com infinitas possibilidades
e possibilidades compartilhadas
E no fim que não teve fim e só esse mal sim
foi-se o tempo do meio, do pode ser, que pode acontecer
12/10/2011
Lua cheia
Eu queria ver meu sangue pingando como minha tinta
Queria ver meu fogo, meu apelo na lua cheia
E queria que essas palavras fossem até ai, mesmo que pela janela
Você vai pensar em mim
E vai sentir a minha falta
Eu não morri no teu coração
E nessa lua cheia você vai pensar em mim
E vai pensar no que poderíamos ter vivido
Meu sangue cai por ti
Minha tinta pinta por ti
E nessa máquina chamada Terra
Eu vou colorir teu pensamento
Vai adormecer querendo um beijo meu
E vai sonhar comigo como nunca sonhou
E quando acordar, minha imagem vai aparecer pra você
E você vai me amar nesse instante.
Queria ver meu fogo, meu apelo na lua cheia
E queria que essas palavras fossem até ai, mesmo que pela janela
Você vai pensar em mim
E vai sentir a minha falta
Eu não morri no teu coração
E nessa lua cheia você vai pensar em mim
E vai pensar no que poderíamos ter vivido
Meu sangue cai por ti
Minha tinta pinta por ti
E nessa máquina chamada Terra
Eu vou colorir teu pensamento
Vai adormecer querendo um beijo meu
E vai sonhar comigo como nunca sonhou
E quando acordar, minha imagem vai aparecer pra você
E você vai me amar nesse instante.
07/10/2011
Pessoas
E tem pessoas que nem as diásporas explicam
E são vazias que nem as culturas decifram
E são burras que nem a idade as atualizam
E para as pessoas que não sabem nada
Só a modernidade da desterritorialização
Só a exclusão da marginalização
Sobra a experiência de uma rede online
E são pessoas que a individualização expulsa para uma festa
E lá, confraternizam com outras pessoas individualizadas
E individualizadas permanecem na manhã seguinte
Numa nuvem do Google
Numa frase do Facebook
Num passado do Orkut
Num álbum de fotografias pós-produzida
Pessoas que nem a globalização decifra
Que nem a memória retrata
Pessoas que nem os livros ensinam
Que nem a vergonha tapa
As pessoas individualizadas
Cheias de amigos virtuais
Nem as diásporas explicam
Nem a morte clareia
Nem a modernidade condena
E são vazias que nem as culturas decifram
E são burras que nem a idade as atualizam
E para as pessoas que não sabem nada
Só a modernidade da desterritorialização
Só a exclusão da marginalização
Sobra a experiência de uma rede online
E são pessoas que a individualização expulsa para uma festa
E lá, confraternizam com outras pessoas individualizadas
E individualizadas permanecem na manhã seguinte
Numa nuvem do Google
Numa frase do Facebook
Num passado do Orkut
Num álbum de fotografias pós-produzida
Pessoas que nem a globalização decifra
Que nem a memória retrata
Pessoas que nem os livros ensinam
Que nem a vergonha tapa
As pessoas individualizadas
Cheias de amigos virtuais
Nem as diásporas explicam
Nem a morte clareia
Nem a modernidade condena
03/10/2011
Ainda há nada...
E na virada eu cai
na folha só o rascunho
só os erros valeram
e eu sai da tua vida sem demorar
não adianta
não faz
não fala
não mente mais pra mim
e na calçada eu não caminho mais
e no tombo eu não levanto
e na sede eu não bebo
na abstinência eu uso
vai pra longe
morre pra mim
faz uma música
não me escreve mais
é só o álcool
é a morte dançando na memória
os pulsos lá no quintal
minha vida marginal
não tento achar nada
só a cinza
a ponta
a fumaça
guardo meu sangue pra taça
guardo minha vingança
ainda te pego na saída da vida
só um velho sem cabelo
na folha só o rascunho
só os erros valeram
e eu sai da tua vida sem demorar
não adianta
não faz
não fala
não mente mais pra mim
e na calçada eu não caminho mais
e no tombo eu não levanto
e na sede eu não bebo
na abstinência eu uso
vai pra longe
morre pra mim
faz uma música
não me escreve mais
é só o álcool
é a morte dançando na memória
os pulsos lá no quintal
minha vida marginal
não tento achar nada
só a cinza
a ponta
a fumaça
guardo meu sangue pra taça
guardo minha vingança
ainda te pego na saída da vida
só um velho sem cabelo
01/10/2011
Metáfora
eu te odeio tanto que te quero
eu sofro tanto que te espero
eu te amo tanto que não quero
minha vida é assim
sem fim nem dó
sem sol nem lá
eu choro tanto que me desespero
minha vida é te amar tanto quanto lembrar
e sem ti sou ontem
eu te bebo como vinho
eu te ofendo com carinho
e te amo com todas minhas forças e fraquezas
meu futuro é assim
que dó de mim
que falta de ti aqui
eu te maltrato
te engano
te arranho tanto quanto quero
meu amor, meu ódio
é preto no branco
luz que se apaga
Luiz sempre será meu juiz
E eu, Flora, sempre serei a hora
Da pólvora
eu sofro tanto que te espero
eu te amo tanto que não quero
minha vida é assim
sem fim nem dó
sem sol nem lá
eu choro tanto que me desespero
minha vida é te amar tanto quanto lembrar
e sem ti sou ontem
eu te bebo como vinho
eu te ofendo com carinho
e te amo com todas minhas forças e fraquezas
meu futuro é assim
que dó de mim
que falta de ti aqui
eu te maltrato
te engano
te arranho tanto quanto quero
meu amor, meu ódio
é preto no branco
luz que se apaga
Luiz sempre será meu juiz
E eu, Flora, sempre serei a hora
Da pólvora
27/09/2011
Tô em liquidação
Aprendi que para vender uma verdade sempre é necessário parcelar uma vergonha
E para parcelar uma vergonha é sempre necessário abater um segredo
e se você quiser ainda vender um sonho, dê descontos de um sofrimento
É simples, entre em liquidação você mesmo
Com metade dos preços você pode ser você
Liquide sua alma
Parcele suas dores
Venda seus sonhos
Compre sua realidade
Financie sua vida
Assim não terá juros dos céus.
(Foto: Cafayate - Salta - Argentina 2011)
Assinar:
Postagens (Atom)
Reverso do verso da mente que mentia
Arquivo do blog
-
►
2010
(46)
- ► 02/28 - 03/07 (5)
- ► 03/07 - 03/14 (7)
- ► 03/14 - 03/21 (5)
- ► 03/21 - 03/28 (6)
- ► 03/28 - 04/04 (5)
- ► 04/11 - 04/18 (2)
- ► 04/18 - 04/25 (3)
- ► 04/25 - 05/02 (1)
- ► 05/02 - 05/09 (2)
- ► 06/20 - 06/27 (1)
- ► 07/04 - 07/11 (1)
- ► 07/11 - 07/18 (4)
- ► 08/15 - 08/22 (2)
- ► 10/24 - 10/31 (2)
-
►
2011
(21)
- ► 01/02 - 01/09 (2)
- ► 04/03 - 04/10 (3)
- ► 04/24 - 05/01 (2)
- ► 06/19 - 06/26 (1)
- ► 06/26 - 07/03 (3)
- ► 07/03 - 07/10 (1)
- ► 09/25 - 10/02 (2)
- ► 10/02 - 10/09 (2)
- ► 10/09 - 10/16 (1)
- ► 11/13 - 11/20 (1)
- ► 11/20 - 11/27 (1)
- ► 12/04 - 12/11 (1)
- ► 12/11 - 12/18 (1)
-
►
2012
(15)
- ► 02/12 - 02/19 (1)
- ► 02/26 - 03/04 (2)
- ► 04/01 - 04/08 (1)
- ► 04/22 - 04/29 (1)
- ► 07/15 - 07/22 (1)
- ► 08/05 - 08/12 (2)
- ► 08/12 - 08/19 (2)
- ► 08/19 - 08/26 (2)
- ► 10/07 - 10/14 (1)
- ► 10/21 - 10/28 (2)
-
▼
2013
(2)
- ► 02/03 - 02/10 (1)
- ▼ 07/28 - 08/04 (1)
- Liz de Gaia
- Jornalista de profissão Cronista de solidão Poeta sem razão Fotógrafa de diversão
