21/08/2010

Declaração de Independência

Eu desejo nunca mais respirar a poluição
Eu desejo nunca mais ouvir falar em desastres ambientais e acidentes
Eu desejo nunca mais ouvir falar em destruição e desnutrição
Eu desejo nunca mais ver assassinatos na TV
Eu desejo nunca mais desconfiar de alguém
Eu desejo amar ao próximo como meu irmão
Eu desejo amor fraterno entre as nações
Eu desejo plantar rosa vermelha no teu coração
Eu desejo ser livre de pensamento
Eu desejo a natureza escutar a minha solidão
Eu desejo o amor em cada amanhecer
Eu desejo que você seja completo em cada defeito e cada atitude

Eu desejo o poder de perdoar
Eu desejo compartilhar o que eu sou
Eu desejo a paz, o amor, a paciência e o conhecimento
Eu desejo, e o que eu mais quero é ser feliz
O que eu mais quero é ser livre

19/08/2010

De um lá de Portugal

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico...

16/07/2010

Falhas

Eu adoro falhas na vida e digo que o que queremos ser é o que a nossa alma não quer.
Vago pelos vazios e me completo na esperança.
Vejo o sol ser vida.
Mistérios invisíveis.
Amo cada segundo.
Odeio as palavras.
Arrependimento em silêncio.
Sei que decifro flores.

Nossa rua

Eu estou naquela rua que um dia nos pertenceu
Naquela quadra que um dia você passava
Eu estou naquela rua que um dia cheguei até você
Naquela casa
Naquela rua
Naquele beijo
Sim, aqui estou eu
Mais uma vez penso no Marechal
No Floriano que deu a flor
Na Flora que morreu sem dor
Eu estou na rua que um dia nos pertenceu
Eu só vejo o frio que leva minhas lembranças
Nesse julho de cortinas sem danças
Nesses dias que não te vi, eu congelei
De frio quase chorei
De saudade de ti quase lembrei
O quanto eu gostava da rua que era nossa

Repertório

Quando escolho as canções o público aplaude.
Quando prefiro o segundo capítulo o público reage.
Quando mostro a tela preta e vermelha o público fecha os olhos.
Quando atuo o público responde.
Mas quando silencio o público não aplaude, não reage, não abre os olhos e não responde.

12/07/2010

Até quando

Até quando...
Levo a vida sem a leveza do ser
Levando o olhar sem ver
Seguindo o caminho sem fim
Fim que um dia espero

Sinto o gosto amargo da ilusão
Ouço calar meu coração
Meu silêncio e minha razão

Até quando...
Vida que escorrega pelas mãos
Sinto o frio do dia
Chego no ponto de partida
Parto sem nascer

Até quando...
Tenho que lutar a cada hora pela vida de um dia
São armas que estão descarregando
O fogo se cruzando
A faca sem fio
O dia está terminando
Até quando?

04/07/2010

Saudade do Rio

Esse Rio de Janeiro que parecia lindo me dá saudade
Capacabana de sol e mar, verão de matar
Esse Rio de Janeiro que me dá saudade de amar
Beijos no Leblon, abraços a beira-mar
Saudade que cala e não fala
Saudade de alguém que deixei de lembrar

Reverso do verso da mente que mentia

Reverso do verso da mente que mentia
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