Quando tudo parece cair a lembrança de ti me faz continuar
Quando tudo não parece vento eu sinto teu rosto no meu
Quando a chuva não cai eu sinto teu beijo
Quando a vida parece preto e branco eu vejo as tuas cores
Quando minha manhã fica triste eu lembro de ti
E mesmo querendo ir eu volto aqui
O dia está lindo e eu quero estar contigo mais uma vez.
02/05/2010
30/04/2010
Virada de Mesa
Cenário hipócrita, manchado de sangue
Vida vazia, inundada de infames
Coração seco, rodeado de mosquitos
Apocalipse, ápice da breguice
Gente urbana, fralda cagada
Vida de que? Morte de que?
Fotos enganosas, amor retardado
Cigarro aceso, mentira na porta
Noites na cama, sexo apagado
Putas ricas, infância perdida
Canalhas na rua, traição na certa
Alegria de que? Tristeza de que?
Policiais armados, bares assaltados
Futebol na TV, arte no gramado
Fantasia da avenida, gente mal conduzida
Morador de rua, insultos insanos
Reza para Deus, altar pedinte
Fome de que? Sede de que?
Comidas raras, garfo de prata
Banana podre, comida de molho
Bife e arroz, luxo do doente
Salmão e camarão, o barco afundou.
Coca-cola, só de sapateiro.
Alucinação de que? Viagem de que?
Proteínas de que? Omega 3 pra que?
Fantástico Mundo de Bob
Confissões de adolescentes
Meu mundo virou e acabou
Desliguei a televisão
Deitei no chão
Virei feijão
Vida vazia, inundada de infames
Coração seco, rodeado de mosquitos
Apocalipse, ápice da breguice
Gente urbana, fralda cagada
Vida de que? Morte de que?
Fotos enganosas, amor retardado
Cigarro aceso, mentira na porta
Noites na cama, sexo apagado
Putas ricas, infância perdida
Canalhas na rua, traição na certa
Alegria de que? Tristeza de que?
Policiais armados, bares assaltados
Futebol na TV, arte no gramado
Fantasia da avenida, gente mal conduzida
Morador de rua, insultos insanos
Reza para Deus, altar pedinte
Fome de que? Sede de que?
Comidas raras, garfo de prata
Banana podre, comida de molho
Bife e arroz, luxo do doente
Salmão e camarão, o barco afundou.
Coca-cola, só de sapateiro.
Alucinação de que? Viagem de que?
Proteínas de que? Omega 3 pra que?
Fantástico Mundo de Bob
Confissões de adolescentes
Meu mundo virou e acabou
Desliguei a televisão
Deitei no chão
Virei feijão
23/04/2010
Graça da feira
A estátua branca se fundia com o céu branco.
A mulher era beijada por um corpo invisível
O filho andava na garupa do pai
A feira estava em ordem
Quadros
Antiquários
Livros
Fontes
Flores
Tudo permanecia como o tempo, imutável
Sonho alto de guerra
Feliz tragédia
Use própolis para disfarçar quem você é.
A graça é para todos.
A mulher era beijada por um corpo invisível
O filho andava na garupa do pai
A feira estava em ordem
Quadros
Antiquários
Livros
Fontes
Flores
Tudo permanecia como o tempo, imutável
Sonho alto de guerra
Feliz tragédia
Use própolis para disfarçar quem você é.
A graça é para todos.
Flores e a chuva
Eu caminhava pela João Teles e pisava nas folhas que representam o outono
Mas é primavera
Eu comia um bife mas pensava que era peixe
Eu relembrava sozinha sentada na mesa da Lancheria do Parque o que não tinha acontecido no Rio de Janeiro
Eu escutava as conversas dos tiozinhos e tomava um suco pensando que era água
Eu estava tão distraída que disse oi pra quem não conhecia
Eu que não era mais eu só tinha um desenho sobre a mesa, um livro na cabeceira
Eu que ando tão distraída não via que chovia
E só restavam as flores mortas e a chuva.
Mas é primavera
Eu comia um bife mas pensava que era peixe
Eu relembrava sozinha sentada na mesa da Lancheria do Parque o que não tinha acontecido no Rio de Janeiro
Eu escutava as conversas dos tiozinhos e tomava um suco pensando que era água
Eu estava tão distraída que disse oi pra quem não conhecia
Eu que não era mais eu só tinha um desenho sobre a mesa, um livro na cabeceira
Eu que ando tão distraída não via que chovia
E só restavam as flores mortas e a chuva.
14/04/2010
Condenados
Desejo que todos os Santos caiam de seu altar
Carrego a Cruz que um dia não foi minha
Estou indecisa entre o céu e o inferno
Sou complacente com covardes e moribundos
Espírito maldito sai desta vida que não te pertence
Pega o que é teu e sai fora!
Espírito maldito você é!
E em nome de Jesus eu te mando de volta para o inferno, eu te piso, eu te esmago na sola do meu salto alto.
Mentiroso desgraçado sem graça.
Glória a Deus que me salvei de ti, imundo mentiroso.
Monstro sombrio de ataques frios.
Orações para libertação.
As aves pretas e feridas do teu espírito ainda cruzam pelos meus olhos simplesmente quando lembram de ti.
Você, moribundo mentiroso não tem luz deste mundo, vive nas trevas.
Beija corpos velhos e nojentos, pele morta e caída.
São as mãos enrugadas que te fazem carinho nesse teu corpo vazio.
Você tem o espírito de covardia, você nunca será forte ou ativo. Nunca.
Vive como velho com uma velha e recusa a vida, as flores e o amor.
Deite no caixão de uma vez.
Pegue as enfermidades desta tua vida e carregue as doenças do mundo.
Não me faça perder o meu sono jovem jamais.
Nenhuma condenação há para os que já foram condenados pela minha Cruz.
Você se inclinou pela carne pecaminosa
Está na prisão das almas
O teu inferno é real, basta voltar pra casa
Nenhuma condenação há para os que já foram condenados pela minha Cruz.
Carrego a Cruz que um dia não foi minha
Estou indecisa entre o céu e o inferno
Sou complacente com covardes e moribundos
Espírito maldito sai desta vida que não te pertence
Pega o que é teu e sai fora!
Espírito maldito você é!
E em nome de Jesus eu te mando de volta para o inferno, eu te piso, eu te esmago na sola do meu salto alto.
Mentiroso desgraçado sem graça.
Glória a Deus que me salvei de ti, imundo mentiroso.
Monstro sombrio de ataques frios.
Orações para libertação.
As aves pretas e feridas do teu espírito ainda cruzam pelos meus olhos simplesmente quando lembram de ti.
Você, moribundo mentiroso não tem luz deste mundo, vive nas trevas.
Beija corpos velhos e nojentos, pele morta e caída.
São as mãos enrugadas que te fazem carinho nesse teu corpo vazio.
Você tem o espírito de covardia, você nunca será forte ou ativo. Nunca.
Vive como velho com uma velha e recusa a vida, as flores e o amor.
Deite no caixão de uma vez.
Pegue as enfermidades desta tua vida e carregue as doenças do mundo.
Não me faça perder o meu sono jovem jamais.
Nenhuma condenação há para os que já foram condenados pela minha Cruz.
Você se inclinou pela carne pecaminosa
Está na prisão das almas
O teu inferno é real, basta voltar pra casa
Nenhuma condenação há para os que já foram condenados pela minha Cruz.
Meu anos
Aos sete meses nadava no útero da minha mãe
Quando nasci chorei pouco
Aos dois anos comi um pirulito cheio de formigas
Aos três acreditava em Papai Noel
Aos quatro tentava descobrir onde estava o coelhinho da Páscoa
Aos cinco já sabia ler e escrever
Aos seis descobri que era míope
Aos sete comecei a escrever
Aos oito eu ganhei uma ovelha e um coelho de verdade
Aos nove eu levava cereais na mochila pra comer no recreio
Aos dez organizei uma peça de teatro na escola
Aos onze queria pintar telas e pintei a parede do meu quarto
Aos doze lia Nietzsche
Aos treze virei poeta
Aos catorze quebrei meu óculos
Aos quinze pulava a janela do quarto pra ver meus amigos tocarem violão na praça
Aos dezesseis usei 'coisas' ilícitas
Aos dezessete conheci meu primeiro amor
Aos dezoito perdi a virgindade
Aos dezenove terminei meu livro de poesias
Aos vinte queria largar a faculdade e fazer filosofia
Aos vinte e um terminei a faculdade de jornalismo
Aos vinte e dois morei em Florianópolis e comecei mestrado
Aos vinte e três achei que ia morrer
Aos vinte e quatro vi que sobrevivi
Aos vinte e cinco me perdi na vida
Aos vinte e seis criei O Estranho
E agora aos vinte e sete sou tudo aquilo que fui até agora.
Quando nasci chorei pouco
Aos dois anos comi um pirulito cheio de formigas
Aos três acreditava em Papai Noel
Aos quatro tentava descobrir onde estava o coelhinho da Páscoa
Aos cinco já sabia ler e escrever
Aos seis descobri que era míope
Aos sete comecei a escrever
Aos oito eu ganhei uma ovelha e um coelho de verdade
Aos nove eu levava cereais na mochila pra comer no recreio
Aos dez organizei uma peça de teatro na escola
Aos onze queria pintar telas e pintei a parede do meu quarto
Aos doze lia Nietzsche
Aos treze virei poeta
Aos catorze quebrei meu óculos
Aos quinze pulava a janela do quarto pra ver meus amigos tocarem violão na praça
Aos dezesseis usei 'coisas' ilícitas
Aos dezessete conheci meu primeiro amor
Aos dezoito perdi a virgindade
Aos dezenove terminei meu livro de poesias
Aos vinte queria largar a faculdade e fazer filosofia
Aos vinte e um terminei a faculdade de jornalismo
Aos vinte e dois morei em Florianópolis e comecei mestrado
Aos vinte e três achei que ia morrer
Aos vinte e quatro vi que sobrevivi
Aos vinte e cinco me perdi na vida
Aos vinte e seis criei O Estranho
E agora aos vinte e sete sou tudo aquilo que fui até agora.
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